Uma história do Facebook!
Muitas e muitas vezes falhamos em estabelecer um bom conhecimento principalmente porque as pessoas costumam “reagir” sem ao menos conhecer!
Por causa disso, a filosofia Oriental costuma dizer que é preciso: OBSERVAR SEM JULGAR!
Isso porque de certa forma as pessoas “já têm” em si um pré-julgamento dos fatos e das coisas em si.
O trabalho de meditação consiste em restabelecer o contato de nossa capacidade primordial de julgar apenas pela observação em si e com isso ter nesta observação o julgamento PURO, que emana de uma verdade Universal.
Nos anos 70 eu tive um cachorro chamado neguinho, era um ótimo cachorro, amoroso e divertido, certa vez uma folha de árvore (bem grande por sinal) tinha sido soprada pelo vento e caiu bem no meio do quintal, o neguinho tinha dormido dentro de casa, e quando saiu deu de cara com a folha no chão!
Seria normal para um ser humano ver (observar) uma folha no chão e considerar que aquilo é só uma folha, mas para o neguinho que nunca tinha visto aquilo em seu território (quintal) foi assombroso, ele se arrepiou todo, começou a latir e até se esconder da folha. Tive que pega-lo no colo levar ele todo assustado até a folha e mostrar pra ele que aquilo não era nada de mais, não era algo que pudesse machucá-lo ou até mesmo “ofender” a sua liberdade territorial.
Ele demorou um pouco pra aceitar que aquela folha, que se moveu com o vento, era só uma folha levada por uma outra ação que não emanava dela mesma.
Daí a minha compreensão que todo e qualquer julgamento deve ter partido de uma observação anterior e com isso acabamos copiando modelos do passado para estabelecer alguma paridade com o presente e até mesmo com o que pode vir no futuro. Só que... Falhamos muitas vezes em copiar modelos pré-produzidos pelo ambiente, o nome disso é paradigma: é um modelo ou padrão a seguir. Etimologicamente, este termo tem origem no grego paradeigma que significa modelo ou padrão, correspondendo a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação. No entanto, nem sempre as coisas são exatamente o que parece ou o que julgamos ser exatamente porque tal julgo vem de nossa própria experiência, assim como o neguinho que nunca tinha visto aquela folha gigante no quintal podemos ser surpreendidos por compreensões e formas diferentes de ver uma mesma coisa. Sabemos que cada ser humano tem sua própria experiência só que com isso a sua capacidade de julgar fica limitada ao seu conhecimento.
Quando um Oriental diz para as pessoas observar sem julgar, o que está se querendo dizer é que não se deve levar em consideração seu julgo, seus sentimentos pessoais com relação aos fatos, pois isso limita a possibilidade de abertura e até mesmo pode levar a pessoa ao próprio erro pretendido e assim se cai em uma armadilha feita pelo seu próprio senso de justiça. Muitos seres na natureza usam isso para mimetizar outros seres e até mesmo para fraudar a inteligência destes ofertando o que ele mesmo considera uma vitima em potencial, um peixe das profundezas que não me recordo o nome, tem sua língua como se fosse uma pequena isca e os outros peixes “caem” na armadilha diretamente em sua boca.
Bom você pode estar achando que você não cai nessa e que a sua inteligência te protege de cometer enganos tão inocentes!
Como às vezes costumo brincar enfatizando assim: Tá Errado!
Este é mais um caso!
Uma pessoa que conheço pelo Facebook tem debatido comigo sobre o fato de “observar sem julgar” onde “insisto” (na realidade apenas demonstro com a lógica) que isso é um erro de compreensão... Em outros momentos ela me fez uma brincadeira de uma menina que estava lendo um livro e um homem perguntou se podia debater com ela, a menina perguntou que falaria se ele soubesse explicar por que o cavalo faz um tipo de cocô, a vaca outro e sei lá, acho que o coelho, bem essa manobra toda era só pra dizer que eu não sei dizer “merda” nenhuma, é claro que entendi a grosseria, mas não é isso que me interessava no momento, por isso ignorei, dei uma resposta adequada perante a lógica apresentada e segui com o debate, mas mesmo assim não funcionou!
Bom, um de seus amigos avia feito um comentário em uma destas muitas postagens sobre o observar sem julgar, e como de fato sei que é um erro (principalmente porque ao ego é de grande interesse abrigar em um corpo sem ser julgado e expulso pra fora) e pra sair do campo apenas teórico decidi dar um exemplo prático e equivalente ao mesmo peso que outrora essa mesma pessoa me deu e coloquei essa foto e o dizer:
Sabe o que é isso?
Era só responder: Merda! Ou simplesmente dizer: Qual sua intenção? Ou sei lá, qualquer outra forma de manifestação humana e sem dúvida com falha na própria lógica apresentada, afinal para os supostos observadores sem jugos sentenciar não é de seus feitios.
Mas o fato é que os observadores pré-julgaram antes mesmo de estabelecer uma proximidade com a suposta imagem ofensora e desagradável do cara insistente e simplesmente fui bloqueado de dar o meu depoimento sobre o caso!
É neguinho!
Nem todos eu posso fazer como eu fiz com você, pegar no colo e mostrar que aquilo que se vê não é exatamente o que se vê, pois se trata de um cocô de plástico usado em um vídeo:
E sabe o que me encorajou a escrever sobre isso?
Eles mesmos!
olhe só o que “ela” diz:
Desculpe G. às vezes alguém não indiferente (pra quem diz só observar é exatamente a indiferença que vos cabe) e muito cruel aparece, mas, nós somos um com esses organismos desorganizado, parece diarreia intestinal.
E depois ela diz:
Quanto mais inteligente um homem é, mais doce o seu coração... e a verdadeira inteligência não é uma acumulação de conhecimento.
Poxa! Já faz um bom tempo que a gente se conhece e parece até que ela não conhece o meu coração! Principalmente porque eu nem tenho tanto conhecimento assim, tanto que tirei o que acabei de escrever de minha própria experiência de vida e como eu mesmo disse: isso limita nosso conhecimento!
Mas olhe só o que o amigo dela respondeu:
Mas o conhecimento disto certamente ajudaria alguns!
Pois é! O Verdadeiro conhecimento dos fatos não foi obtido pela simples observação e pra ajudar realmente algumas pessoas decidi fazer este pequeno texto!
Gente!
O mundo está cheio de injustiça, tanto e tanto e de tal forma que nem quem está lutando pra mostrar o julgamento puro, o real sentido de nossa incessante busca pelo conhecimento deve ser feito se conhecendo (bem tautológico por sinal isso)! Como que as pessoas podem “achar” que alguém ao perguntar sobre uma imagem de cocô e esperar que essa pessoa seja um ignorante, um arrogante, alguém estúpido e grosseiro a ponto de não ter uma resposta sobre isso?
Pensem!
Se é o outro que é ou se é você mesmo que teme ser justo!
Mas justo sabendo qual a justificativa do outro, justo pondo cada coisa em seu devido lugar; olhar uma folha vendo esta apenas como folha, um cocô que seja falso ou verdadeiro apenas como um cocô... Será que um Justo de verdade deve vir do céu e levar você para perto do que te assusta tanto e ver que não é pelo seu julgamento que se estabelece a verdade e sim pela própria verdade em si?
Precisamos parar de caminhar fazendo tanta cagada com nossa falha e vaga observação da verdade e aceitar que o outro pode ser o que for, mas nunca seja você mesmo o ser mimético de sua própria ilusão!
Quem sabe o julgo verdadeiro de cada coisa é exatamente quem fez a coisa, não saia por ai achando que come sabedoria, mas defeca no próprio saber quando age com medo da verdade que está no outro!
E vamos brincar neguinho!


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